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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Principais Dúvidas Sobre Alimentação Para Corredores

Foto : Guilherme Baron


1) Por que o praticante de exercício precisa ter uma alimentação balanceada?
 
Porque a alimentação adequada não só oferece os nutrientes básicos e na quantidade certa ao corredor como também equilibra as necessidades energéticas, permite uma melhor recuperação no pós-treino e reduz a ação dos radicais livres. Além disto, a própria alimentação atua como recurso ergogênico, o que melhora o rendimento da atividade física.

2) Basicamente, quais são as orientações alimentares para antes das provas ou treinos de corrida?
 
As pessoas têm necessidades calóricas e nutricionais diferentes. Um plano alimentar individualizado é fundamental. De forma geral, pode-se dizer que as principais orientações nutricionais no pré-treino são:


•  nunca praticar a atividade física em jejum;

•  para iniciar uma atividade física a pessoa precisa estar muito bem hidratada. Uma maior atenção à hidratação deve começar no dia anterior ao exercício, principalmente em períodos quentes. Cerca de 2 horas antes do exercício, procure ingerir 500 ml de água e 15 minutos antes utilize 150 ml;

•  deve-se evitar o consumo de alimentos ricos em cafeína na refeição pré-treino (café, chá mate, chá preto, coca-cola);

• alimentos açucarados e com excessos de fibras e sorbitol também não devem ser usados nesta refeição pois podem causar desconfortos intestinais;

• cerca de 40 a 60 minutos antes, deve-se dar preferência aos carboidratos de baixo a médio índice glicêmico (maçã, pêra, pêssego, morango, sucos de frutas, biscoito integral, geléia sem açúcar);

•  o consumo de alimentos ricos em proteína deve ser evitado no pré-treino. Assim, evite a ingestão de leite e derivados,vitaminas, carnes, presuntos e molhos;

•  não ingerir alimentos gordurosos ou fritos antes da atividade física. Evite excessos de manteiga, cremes, salgadinhos;

•  em dias de prova o cuidado com a alimentação deve começar mais cedo, com orientações específicas para o café da manhã. Nestes dias, o uso de carboidrato em gel cerca de 5 minutos antes da atividade, ingerido pausadamente, pode trazer benefícios.


3) É preciso fazer algum tipo de alimentação durante a corrida?
 
Depende do tempo da corrida. Em exercícios com até 60 minutos, pode-se usar somente a água, salvo em atividades intensas do tipo intermitente que requerem a hidratação com bebidas que forneçam carboidratos e sódio. Geralmente, promotores e organizadores de corrida de rua, disponibilizam água a cada 3 Km e é importante que o atleta faça uso deste recurso, ingerindo o líquido em pequenos goles. Se o tempo da corrida for superior a 60 minutos pode-se usar, além da água, os repositores hidroeletrolíticos que contêm eletrólitos e carboidratos. A ingestão deve ser pausada. Deve-se ainda usar, a cada meia hora, um envelope de carboidrato em gel em atividades com mais de 60 minutos de duração.


4)  O que comer após a corrida?
 
Após a atividade, a alimentação tem um papel fundamental e deve ser feita o mais próximo possível do final do exercício, até mesmo para evitar perdas de massa magra. Deve-se dar preferência aos carboidratos com alto índice glicêmico (pão branco, mel, batata, arroz) associados às fontes de proteína (carnes magras, queijos). A quantidade indicada e se há ou não a necessidade de adicionar suplementos protéicos também varia de pessoa para pessoa. A hidratação também é importante no pós-treino. Uma dica é verificar o peso antes e após o treino e consumir pelo menos 1 litro de água para cada quilo perdido durante a atividade.


5)  Quanto tempo antes da corrida e quanto depois deve ser feita a alimentação?
 
A alimentação pré-exercício deve ser feita de 40 a 60 minutos antes da corrida. Já a pós-treino deve ser realizada nas primeiras duas horas após a atividade. Quanto mais próximo do término do exercício for a refeição pós-treino, melhor e mais rápida será a recuperação.


6)  O praticante de maratona precisa de cuidados especiais com a alimentação?
 
Embora cada atleta precise ter um plano nutricional personalizado, esta necessidade se torna ainda de mais relevância no praticante de maratona. A maratona é uma atividade capaz de modificar a homeostase fisiológica do atleta. Assim, para que o praticante tenha uma ingestão alimentar adequada e suficiente de carboidratos, líquidos e demais nutrientes, é preciso um planejamento criterioso. Quem pratica atividade física moderada 3 vezes por semana por exemplo, tem a possibilidade de descanso entre um e outro treino, o que facilita a recuperação do estoque de glicogênio. Já quem treina para uma prova de longa duração, precisa de uma perfeita organização das refeições pré e pós treino para que seus estoques deste combustível sejam devidamente reposto, o que repercutirá em maior rendimento e menor chance de entrar em fadiga rapidamente. Se a alimentação não fornecer a quantidade calórica adequada o atleta poderá ainda perder massa magra, o que é extremamente indesejável. Além disto, vitaminas e minerais antioxidantes devem ser usados com mais freqüência por quem quer se preparar para a maratona.


7)  Quem faz a corrida para emagrecer deve ter plano alimentar diferente do que tem o praticante eutrófico(com peso saudável)?
 
Sim. Dependendo do tipo de treino de corrida traçado, o gasto energético pode ser alto. Este gasto com a atividade precisa ser levado em consideração na hora de estimar o que o atleta gasta de energia em um dia. O praticante de corrida que deseja emagrecer precisa ter um cardápio elaborado especificamente para esta finalidade e ser constantemente reavaliado. Isto porque, quando traçamos um plano de emagrecimento, precisamos fornecer ao praticante uma dieta que contenha menos calorias do que ele precisa. Esta é a base do emagrecimento. Toda vez que uma pessoa ingere menos calorias do que ela precisa, há o risco de perda de massa magra também. Perder 3 kg na balança não significa perder 3 kg de gordura por exemplo. Quando as reavaliações são constantes, é possível perceber com rapidez se está ou não havendo esta indesejável perda de massa magra. Para corredores que têm o emagrecimento como meta, a refeição pós- treino é de extrema importância pois visa não somente à recuperação como também evita que haja consumo da massa magra. Assim, ao escolher o valor calórico do atleta que tenha o objetivo de emagrecer, é preciso cautela para que a restrição calórica não seja severa demais, o que pode ocasionar perda de massa magra e deixar o corredor sem ânimo, resultando em falta de motivação e perda de rendimento durante o treino. Um contato entre o treinador e o nutricionista faz-se necessário para este grupo. Outros recursos como a escolha dos alimentos ricos em fibras, pobres em gorduras, de baixo índice glicêmico, os com efeito termogênico e pobres em
carboidratos simples também podem ser usados para este grupo de corredores.


8)  Homens e mulheres praticantes de corrida têm necessidades diferentes?
 
Homens e mulheres têm composições corporais, necessidades calóricas e de nutrientes diferenciadas. Em praticantes de atividade física estas diferenças precisam ser levadas em consideração. Percentuais de gordura muito baixo em mulheres podem levar a transtornos hormonais, daí a necessidade de ajustar o valor calórico de atletas que queiram iniciar a prática da corrida. Vários estudos mostram que mulheres oxidam, proporcionalmente, maior quantidade de lipídios e menor de carboidratos e proteínas quando comparadas a atletas do sexo masculino. Quando planejamos a alimentação da atleta precisamos pensar também na quantidade de carboidratos. Mulheres precisam deste nutriente por causa da liberação da serotonina que, quando baixa, pode levar a quadros de tristeza e depressão. Além disto, a anemia é uma preocupação maior quando planejamos dietas para as atletas. Assim, fontes de ferro (carnes, fígado, folhas de cor verde-escuro, leguminosas) associadas a frutas como laranja e acerola devem fazer parte do cardápio das corredoras. Mulheres, de forma geral, também têm necessidades maiores de cálcio (presente no leite e nos derivados) e também são mais propensas à retenção de líquido por causa das oscilações hormonais. Assim, alimentos salgados demais devem ser evitados e a água deve ser aumentada.



9) Que cuidados gerais precisa ter um corredor?
 
Corredores amadores ou profissionais precisam ter hábitos saudáveis. Assim, é importante evitar cigarros, excessos de bebidas alcoólicas e situações de estresse. O descanso constitui um dos pontos mais importantes dos programas de treinamento de um atleta. Dormir bem é fundamental para o rendimento do exercício. Como já foi dito, as necessidades nutricionais de cada um são diferenciadas e um programa alimentar adequado melhora o resultado do exercício. Atletas precisam ingerir mais alimentos com propriedades antioxidantes. Azeite de oliva, peixes, suco de uva roxa, linhaça, castanha-do-Pará, fontes de ácido ascórbido (acerola, mamão, laranja), de potássio (banana e a água de coco), devem fazer parte da rotina alimentar diária de um atleta.






terça-feira, 3 de setembro de 2013

Eu corro !! Por Drauzio Varella

Quando eu estava prestes a completar 50 anos, um amigo me disse que naquela idade começava a decadência. Então resolvi fazer alguma coisa legal para comemorar a data e tive a ideia de fazer uma maratona. Já comecei a correr pensando nos 42 km.




Pouco tempo depois, outro amigo me passou um programa de treinos e fui seguindo como podia. No fim daquele ano, corri a Maratona de Nova York em 4h01. Isso foi em 1993, e desde então já participei dessa prova mais umas sete ou oito vezes. Também já corri em Chicago, Berlim e Joinville — meu melhor tempo é de 3h38, em 1994, em Nova York.

A maratona é minha distância preferida. Ninguém corre 42 km sem estar preparado, todo mundo ali sabe o que está fazendo, então existe muito mais respeito. Já participei de alguns revezamentos e provas menores, mas não gostei. Também fiz a São Silvestre e detestei, achei uma bagunça.

Treino duas vezes por semana no Parque do Ibirapuera e nos fins de semana procuro correr no Minhocão ou no centro da cidade. Aí vario os trajetos: passeio pela praça da Sé, largo de São Bento, Mercado Municipal. Cada treino varia entre 15 e 25 km, depende de quanto tempo tenho.

Também subo os 16 andares do meu prédio duas vezes por semana. Vou pelas escadas e desço pelo elevador, onde aproveito para ir me alongando. Repito isso entre oito e dez vezes. É puxado, mas me dá um fôlego danado e com certeza me ajuda a correr melhor.

Se as pessoas fizessem mais exercício, ficar parado seria menos penoso para o corpo. Quando você é sedentário, você se levanta e logo tem que se sentar de novo — e aquilo não te descansa. Quando você corre bastante e senta, é uma sensação muito boa.

Sempre levo meu tênis quando vou viajar. Tem coisa mais gostosa do em um dia de congresso você se levantar cedinho para treinar? Corro 2 horas e depois passo o resto dia sentado, sem culpa, ouvindo as pessoas falarem sobre os assuntos de que eu mais gosto. É uma delícia.

Para mim, a corrida é um antidepressivo maravilhoso. Sou muito agitado, faço muitas coisas e a corrida também me ajuda a relaxar. É o momento em que fico em contato comigo mesmo, vejo minhas limitações, e isso me deixa mais com o pé no chão. Por isso não corro ouvindo música e prefiro treinar sozinho.

No ano passado, fiz a Maratona de Berlim em 4h12. Depois pensei que se tivesse feito 2 minutos a menos teria me qualificado para Boston. Não quero estabelecer essa meta porque tenho medo de me frustrar, mas, se este ano eu conseguir fazer uma maratona em menos de 4h10, posso comemorar os 70 anos correndo em Boston.

Não tenho nenhum cuidado especial com alimentação. Antes do treino, bebo uma água de coco ou como uma fruta. Depois tomo café com leite e como pão, azeite e tomate. Não estou convencido de que existe um benefício real nesses géis e vitaminas, aminoácidos. Durante a maratona só bebo água, não tomo nem isotônico. Como cortei açúcar da minha alimentação há 34 anos, tenho medo de ficar enjoado e passar mal.

O exercício só é bom quando ele termina. Durante, é sofrimento. Às vezes você até libera uma endorfina no meio e dá uma sensação boa, mas o prazer mesmo vem quando você acaba.

Quem faz atividade física tem um envelhecimento muito mais saudável. Tenho quase 70 e não tomo nenhum remédio, peso 3 kg a mais do que na época da faculdade. As pessoas dizem: “Você é magro, hein? Que sorte!” Não é sorte, tenho que suar a camisa todos os dias.

Eu corro porque estou convencido de que o exercício físico é contra a natureza humana. Precisamos combater essa inércia. Nenhum animal desperdiça energia, ele gasta sua força para ir atrás de comida e de sexo ou para fugir de um predador. Com essas três necessidades satisfeitas, ele deita e fica quieto. Vá a um zoológico para ver se você encontra uma onça correndo à toa. Ou um gorila se exercitando na barra. Por isso é tão difícil para a maioria das pessoas fazer atividades físicas.

Um exemplo disso são meus pacientes. A grande maioria são mulheres com câncer de mama. Muitas passam por quimioterapia, perdem o cabelo, têm enjoos, fazem cirurgia para retirar parte do seio. E enfrentam esse processo com tanta coragem que fico até emocionado. Depois disso tudo, falo para elas que, se caminharem 40 minutos por dia, cortam pela metade a chance de morrer de câncer de mama. Esse índice é maior do que o da quimio, mas menos de 1% das minhas pacientes começam a fazer exercício. Vai contra a natureza humana.

Muita gente fala que não tem tempo de fazer exercícios. Dizem que acordam muito cedo para levar os filhos à escola, que trabalham demais, que têm que cuidar da casa. Antes eu até ficava com compaixão, mas hoje eu digo: isso é problema seu. Ninguém vai resolver esse problema para você.

Você acha que eu tenho vontade de levantar cedo para correr? Não tenho, mas encaro como um trabalho. Se seu chefe disser que a empresa vai começar um projeto novo e precisa que você esteja lá às 5h30, você vai estar lá. Você vai se virar, mudar sua rotina e dar um jeito. Por que com exercício não pode ser assim?

Nós temos a tendência de jogar a responsabilidade sobre a nossa saúde nos outros. Em Deus, na cidade, na poluição, no trânsito, no estresse. Cada um de nós tem que se responsabilizar pelo próprio bem-estar e encontrar tempo para cuidar do corpo. É uma questão de prioridades.

Se você não consegue fazer exercício de jeito nenhum, pelo menos tem que ter consciência de que está vivendo errado, que não está levando em consideração a coisa mais importante que você tem, que é o seu corpo.



Depoimento colhido por Julia Zanolli para Revista Runners World Ed. Abr/12

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Já conhece o Nike+ (Plus) ?

Você pode estar iniciando suas caminhadas ou começando a correr. Não importa o seu nível. Mais cedo ou mais tarde, você vai precisar controlar a sua quilometragem.



O Nike+ é um aplicativo que vai te ajudar a controlar todos os dados de suas caminhadas/corridas. O aplicativo é gratuito e está disponível para iPhone/iPod e dispositivos Android.
 
Configure sua altura, peso, sexo e estará pronto para correr! De forma simples, você inicia o aplicativo, corre e depois verifica todas as informações da corrida:
- Tempo (total e parciais a cada quilômetro);
- Calorias queimadas;
- Ritmo (total, parcial de cada quilometro, mais rápido e mais lento);
- Mapa da corrida (quando utilizado o GPS do iPhone)
 
As informações listadas acima são apenas as básicas que todo corredor precisa! Mas o mais legal fica por conta das demais funcionalidades, principalmente a integração com o Facebook! Afinal de contas, de que adianta correr se você não pode contar para todos os outros gordinhos sobre sua performance? :)
 
Ao final da sua corrida, o aplicativo pode publicar automaticamente em seu perfil todo o seu desempenho, incluindo até mesmo o mapeamento do seu percurso quando utilizado o GPS do iPhone. (tudo isso com sua devida autorização)
 
“Mas eu corro na esteira! Ele funciona também?” SIM! Ao iniciar sua corrida, você tem quatro opções:






 
 



 
1) Local: Ambiente Externo ou Ambiente Fechado (esteira)
Em ambiente externo, o iPhone utiliza o GPS para calcular a distância percorrida e mapear o percurso.

Já no ambiente fechado, o cálculo de distância fica por conta dos acelerômetros do iPhone/iPad. O aplicativo leva em consideração sua altura para calcular a distância percorrida a cada passo. Para isto, o iPhone/iPod precisa estar preso ao seu corpo, então é recomendado utilizar um suporte de iPhone para carregá-lo no braço. Não vai ser nada confortável ficar carregando o iPhone na mão por 5, 10, 21, 42Km, não é? (Tem gente aqui no Blog que faz isso...)
 
Nas primeiras corridas você pode ter uma quilometragem pouco confiável, mas após algumas calibrações, os dados ficam mais precisos.
 
Para calibrar o aplicativo é facil:
- Faça uma corrida de pelo menos 1km em alguma pista onde você possa confirmar a distância percorrida (ou uma boa esteira com valores confiáveis);
- O percurso deve ser plano e você deve correr em um ritmo constante;
- Finalize a corrida e então verifique a distância marcada pelo aplicativo;
- Caso a distância calculada pelo aplicativo seja muito diferente do real marcado na pista, utilize o botão “Editar corrida” localizado no canto superior direito para definir a distância correta. (o botão lembra um velocímetro)
- Nas próximas corridas você já terá dados mais precisos :)
- Se o botão de calibração não aparecer, é porque a sua corrida não pode ser utilizada. Voce pode ter corrido menos de 1Km, ou então não manteve um ritmo constante. (Ocorre muito raramente)

 
2) Música: Aqui você pode escolher as músicas que vai ouvir durante a corrida. Pode ser uma lista de reprodução, apenas um artista ou até mesmo músicas aleatórias. Se, assim como eu, você prefere correr sem música, esta opção também está disponível.
 

3) Orientação: Durante a corrida, você pode verificar na tela do iPhone a distância percorrida, tempo, calorias. etc. E como o iPhone vai preso ao seu braço, você pode optar por utilizar no braço esquerdo e direito. Para os dados não ficarem de ponta-cabeça no seu braço, você utiliza esta configuração para achar a posição mais confortável.
 
4) Receber incentivos: Ativando esta opção, ao iniciar uma corrida, o aplicativo publicará no seu perfil do Facebook um aviso que você começou a correr. Se você estiver correndo e ouvir uma torcida gritando e aplaudindo, significa que algum amigo curtir o seu status no facecbook.
 
“O aplicativo só faz isso?” Está insatisfeito ainda? Calma que tem mais!
 
Não é necessário ficar olhando para a tela o tempo todo para checar sua distância ou tempo. Durante a corrida, a cada quilômetro percorrido, uma voz ditará seus dados acumulados: distancia percorrida, tempo total e ritmo médio.
 
Você ainda pode comparar o seu desempenho com os seus amigos do Facebook que também utilizam o aplicativo. É possível acompanhar um ranking semanal e mensal de distância percorrida! Isso acaba gerando certa competição entre vocês, o que não deixa de ser um incentivo, não é mesmo? Mas tome cuidado e utilize este incentivo ao seu favor! É melhor ser o último do ranking do que abusar dos seus joelhos!
 

Outra forma bem legal de incentivar a galera é criando desafios! Você determina uma distância, uma quantidade de dias e envia o convite para os seus amigos. O primeiro a cobrir a distância determinada dentro do tempo determinado fatura o desafio!


 
Você ainda pode fazer uma coleção de troféus conforme for cumprindo os objetivos do aplicativo.
 

E conforme vai aumentando sua quilometragem, vai subindo de nível.


O aplicativo ainda faz um controle de:
- Qual foi sua corrida mais longa (maior distancia)
- Corrida mais demorada (maior tempo)
- Qual foi o seu quilômetro mais rápido
- Sua milha mais rápida (1,61Km)
- Seus 5K mais rápidos
- 10K mais rápidos


E utiliza todos estes dados como forma de incentivo. Antes de iniciar uma corrida, ele pode sugerir que você tente bater o seu recorde de 5K mais rápidos, ou corrida mais longa...
 
Todas as suas corridas são sincronizadas com o servidor da Nike! Portanto você pode acessar o site nikeplus.nike.com e verificar todas as informações de suas corridas.





Já esta correndo? Baixe o aplicativo e utilize-o a seu favor!

Ainda não corre? Então saia da Internet, tire essa sua bunda da cadeira e vá se exercitar!

Até a próxima corrida!













Marcio Atalla falou hoje na CBN sobre atividade física para crianças !! Só 3minutos !

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Adidas Springblade transforma você no Papa-Léguas?

Sempre que um novo tênis de corrida é lançado no mercado, os corredores arrumam uma desculpa para comprá-lo. Meu tênis está muito gasto, meu tênis está torto, rasgado, muito sujo, muito velho... bla bla bla.

A verdade é uma só: quando um novo tênis é lançado, todos querem experimentar :)

A bola da vez é o Adidas Springblade! Será que ele é tudo isso que diz ser? Essas placas de “plástico” que levaram 6 anos para serem desenvolvidas vão realmente te fazer correr como o Papa-Léguas?

Uma coisa não se pode negar: o tênis é realmente muito bonito! Não tem como olhar para o tênis e não reparar neste solado totalmente diferente.


Para minha felicidade, o Springblade foi lançado justamente quando eu estava precisando comprar um novo tênis para substituir meu Prophecy que já está com o solado finiiiiiiinho... :)

Minha primeira pergunta foi: Será que vale a pena arriscar?

Na dúvida, a primeira coisa que fiz, foi dar um pulo no youtube para ver se alguém já tinha postado algum vídeo falando a respeito do novo tênis. Encontrei alguns vídeos, mas nenhum tirou minha dúvida. Todos eles falavam apenas que era bonito, vermelho, tinha laminas na sola e era vermelho e bonito, e vermelho, e vermelho... Não me ajudou nem um pouco.

Como dois grandes amigos meus estavam nos Estados Unidos no lançamento do Springblade, resolvi arriscar e pedi que trouxessem um para mim. (Muito obrigado Aguinaldo e Gersio pelo grande quebra galho!)
 


 Já que não encontrei nenhum vídeo que pudesse me ajudar na decisão, resolvi fazer esta análise para ajudar quem estiver em dúvida.

Primeira impressão quando você pega o tênis: Caraca! O solado realmente chama muita atenção! Muito mais do que nas fotos que cansei de ver na internet.

Vale lembrar que devido ao seu solado “diferentão”, não é recomendado correr na terra, areia, ou qualquer outro terreno que não seja “liso” como asfalto, cimento, concreto...

O tênis é bem leve, apenas 360g. Logo reparei que e o tecido é muito fino e da a impressão que se você tropeçar com o tênis ele vai rasgar. Mais tarde você percebe que o tecido é levemente emborrachado, deixando-o mais resistente do que você imagina.

No pé, ele é extremamente confortável! Não é possível sentir nenhuma costura ou qualquer outro incômodo. É como estar de meias :)

Ao vestí-lo e caminhar pela primeira vez, a única impressão que você tem, é que comprou o número errado e que ele acabou ficando grande. A verdade é que o tênis é um pouco mais comprido que o normal e o objetivo é evitar que seus dedos tenham contato com a ponta do tênis. (esta informação foi confirmada pela própria Adidas no momento na compra do tênis)

Ao começar a correr dentro de casa para sentir o solado, você tem um leve desconforto com o solado. Na verdade, é apenas você se acostumando com um novo tênis, da mesma forma que faria com um Mizuno, Asics, Nike ou qualquer outra marca. Pouco depois você já se acostuma.


Qual é a regra quando se compra um tênis novo? Não fazer uma prova longa logo de cara. Não se arrisque com um tênis novo antes de fazer corridas curtas para descobrir se o tênis machuca seu pé de alguma forma. É preciso “amaciar” o tênis antes de utilizá-lo em uma prova de longa duração.

Como diz aquele ditado: “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”

Não aguentei a ansiedade e utilizei o tênis pela primeira vez em uma prova de 9K realizada no centro histórico de São Paulo.
 
Confesso que não senti nenhum super-impulso ao correr com o Springblade. Não; eu não me senti um Papa-léguas ou o Flash.
 
Costumo treinar com o Nike+ narrando meu ritmo a cada quilômetro percorrido, mas nesta prova, não estava nem mesmo ouvindo as informações do aplicativo. Simplesmente corri a prova mantendo um ritmo que sempre corro.
 
A minha surpresa veio ao encerrar a corrida. Ao checar o tempo e ritmo da corrida, percebi que nunca tinha feito um ritmo tão bom! Cheguei a tirar até 1min30seg do meu ritmo normal de corrida.


Sim, como o primeiro teste foi feito em uma prova de rua, parte desse “ganho” no ritmo de corrida se deve ao fato de “correr no bloco”, “junto com a galera”. Acreditava que 50% do ganho fosse do tênis e 50% influência da galera.


Para tirar a dúvida, fiz mais uma corrida de 10k, desta vez um treino sem multidão. E mais uma vez, vi melhora no resultado. Como o ganho não foi tão bom quanto o da corrida teste, acredito que a teoria dos 50% estava certa.

Pelos testes que fiz com o novo tênis, eu diria que SIM, o tênis acaba te dando um certo impulso na corrida, mas não vai te transformar no Usain Bolt :)




Pode até ser que o resultado seja “psicológico”... Posso ter corrido mais, pois eu estava achando que tinha super-molas nos pés.. Poooooooode ser... Mas não deixa de ser um efeito do tênis, certo?


Se vale a pena comprar? Definitivamente SIM!


Até a próxima corrida!







 
Especificações do próprio site da Adidas (www.adidas.com.br)

O Springblade tem um design único que oferece uma nova experiência em performance.
O tênis é o resultado de seis anos de desenvolvimento da equipe de inovação da adidas - AIT.

São 16 lâminas de polímero altamente duráveis e ajustadas geometricamente, com espessuras e angulações para armazenar e liberar o máximo de energia em cada passada.

As lâminas reagem instantaneamente a qualquer superfície, resistem a alterações de temperatura e geram uma grande propulsão quando pressionadas, armazenando e liberando mais energia para a corrida.

É o mais recente exemplo da constante busca da adidas de transformar a maneira de correr com produtos inovadores que desafiam os limites da performance.

Ficha técnica: Peso: 360 g
Pisada: Neutra

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Triathlon não é só diversão!


Por Guilherme Baron
 
Quando entrei no mundo da corrida, 3 anos atrás. Já tinha lá dentro aquele sentimento do que queria passar. Queria correr uma Maratona. Queria fazer um Ironman. Lógico, eu queria passar por todas essas “super” provas onde a gente vê o pessoal se mantendo concentrado durante horas e horas a fio, correndo atrás de um sonho, de um objetivo. Comigo não foi diferente mas não podia compartilhar isso ainda pois era algo muito distante para alguém que sequer conseguia trotar por 2000 metros! Naquela época, essas palavras eram realmente apenas sonhos distantes.
Depois que começamos a nos exercitar, a correr, os sonhos deixam de ser sonhos e passam a estar a apenas uma sequência de treinos e um punhado de dedicação. Quanto maior os seus treinos e a sua dedicação, mais rápido e mais preparado você estará para as competições. Pular etapas é algo perigoso e complicado e ao longo dos anos eu aprendi que correr um Short Triathlon é importante para fazer um Olímpico e consequentemente este é muito bom de fazer antes de um Meio Iron. Assim como correr 10kms e algumas Meias te dará uma boa base do que esperar em uma Maratona. Depois da primeira vez que trotei os 2200m ao redor do lago pequeno do Parque Barigui, em Curitiba, tinha certeza que algum dia iria fazer o Ironman. Lógico, não sabia quando aconteceria.


Meia Maratona de Florianópolis em 2012. 1:40 hora e pace de 4:45min/km

O fato é que depois de vencer meus primeiros 10kms em 2010, minha primeira Meia Maratona em Março/2011 e minha primeira Maratona em Novembro/2011, via que era hora de atacar o triathlon. Afinal de contas, eu nadei durante muito tempo quando era adolescente e pedalar é algo que sempre gostei e já havia comprado uma bicicleta do tipo Speed para poder encarar as provas por volta de Junho/2011. Já vinha dando minhas ensaiadas nos treinos de triathlon durante o ano de 2011. Nadava na hora do almoço, 2x por semana e pedalava nos finais de semana na estrada, correndo de cerca de 3x por semana. O que faltava apenas era me inscrever nas provas e começar a correr atrás destes desafios diferentes! O segundo semestre de 2011 passou rápido e após terminar a Maratona em Novembro, sabia que faria o Triathlon de Longa Distância em Caiobá/PR em Abril/2012. Era tudo uma questão de dedicação e treinos. Teria 6 meses para treinar para aquela prova e mesmo nunca tendo participado de uma, tinha me programado para fazer pelo menos 2 ou 3 Shorts antes do Long Distance.

Para aqueles que não sabem, o Long Distance (ou Triathlon de Longa Distancia) é exatamente um Meio Ironman. 1800m de Natação, 90km de Ciclismo e 21km de Corrida. Profissionais terminam esta prova na casa das 4 horas. Eu, com toda minha experiência, pretendia no mínimo terminá-la, sem sequer imaginar algum tempo para isso. Uma programação de longo prazo envolvendo treinos e competições deve também levar em consideração que podem acontecer acidentes de percurso. Quem não vive do esporte e tem família, tem que saber administrar a expectativa familiar versus os seus treinos e também levar em consideração acordar as 4:30 para poder treinar e estar trabalhando as 8:30 da manhã. Festas, eventos e outros encontros acabam ficando restritos pois com certeza por volta das 22 horas você fica um bagaço e vai estar dormindo. Além disso, lembro de várias vezes acordar no meio da noite para comer, com uma fome animal (engana-se quem pensa que Bariátrico não sente fome) já que o metabolismo está muito acelerado então o negócio era levantar da cama, comer um pão com geleia e voltar a dormir.

 

Em minha cabeça, tinha o seguinte cronograma até a prova:

- 1 Short Triathlon em Guaratuba em Dezembro;
- 1 Travessia de 1500m em Caiobá (exatamente na praia onde seria o Long) em Janeiro;
- 1 Short Triathlon em Guaratuba em Fevereiro;
- 1 Sesc Triathlon (Short) em Março;
- 1 Meia Maratona de Florianópolis em Março;
- 1 Long Distance em Abril.

Bom, lógico que no papel tudo funciona. Na realidade foi outra história:

- Short de Dezembro abortado pois não consegui fazer nada por 3 semanas depois da Maratona em Novembro;
- Travessia de 1500m em Janeiro, feita show de bola!!!! Condições do mar adversas, bem batido e mesmo assim foram 22 minutos nos 1500m. Muito bom;
- Short de Fevereiro acabou virando Duathlon por problemas na natação (aguas-vivas invadiram o litoral paranaense);
- Sesc Triathlon em Março acabou substituído pela Meia Maratona de Paris (ganhei uma promoção, mas isso fica para outro post);
- Meia Maratona de Floripa saiu para 1:40 hora. Meu melhor tempo em Meia Maratona até hoje. Dia perfeito, corrida perfeita;


Chegada, com meu grande amigo Romulo, do Short que virou Duathlon em Guaratuba

Foram meses e meses de treinos. 7 dias por semana dedicados exclusivamente aos treinos. Entretanto final de Janeiro/2012 troquei de emprego e passei a viver na ponte aérea Curitiba -> São Paulo durante a semana e isso prejudicou bastante meus treinos (principalmente Natação e Ciclismo). Tive que arranjar uma academia com piscina em São Paulo e passar a fazer Spinning também. Se por um lado, a distância com a família era um motivo a mais para passar 2 ou 3 horas na academia durante a semana. Por outro, a mesma distância em alguns momentos trazia a depressão do quarto do hotel à tona e fazia com que um dia de treino se perdesse, quando ficava no quarto do hotel sem forças para encarar uma noite de treinos. Se retornava para Curitiba na quinta à noite, sexta era natação as 5:00 da manhã na antiga academia que fazia. Sábado cedo, mesmo ficando longe de casa a semana toda, era dia de sair para treinar por 4 horas pelo menos. Três horas de pedal e mais uma hora de corrida logo em seguida. Saía de casa as 6 da manhã e retornava perto do almoço. Lógico que estes treinos exaustivos não me privavam de levar uma vida de pai e marido. Tinha que voltar do treino, fazer churrasco para os filhos e depois ainda tinha que subir em telhado, limpar calha, pintar parede, ... entre outras obrigações. hahaha. Domingo então... tinha mais umas 3 horas de treino e depois tudo se repetia. De Janeiro a Abril o ritmo foi esse. Cerca de 16 semanas de treinos intensos, não apenas no NadaPedalaCorre mas também com brigas e discussões em casa me prepararam não tão bem quanto eu esperava para a prova. Em termos de treinos, a natação foi a mais prejudicada. É incrível como o corpo sofre quando ficamos 1 semana sem nadar. Se você fica 1 semana sem correr, cansa um pouco mas fica tudo bem. Pedalar, sem problemas, agora para nadar, se eu ficasse mais que 4 ou 5 dias sem cair na piscina já era um caos. A corrida era o que melhor eu treinava. Como é o esporte que exige menor logística, basta um tênis na mala e pronto, já dá para sair correndo, era o que eu melhor fazia. Pedalar também era prazeroso porém eu sempre brincava dizendo que a bicicleta era igual a uma amante pois exige muito cuidado e grana para sustentá-la. :)


Momentos antes da largada, apreensão!

E então o famigerado dia do Long Distance chegou. A prova para a qual eu vinha me dedicando nos últimos tempos, junto com amigos que iriam fazer o Ironman 2012 e treinávamos juntos seria o meu maior desafio desde o dia que decidi sair do sofá e passar a correr. Sim, se alguém me perguntar o que é mais difícil, uma Maratona ou os primeiros 1000m, direi que este primeiro quilômetro é o mais difícil de todos. Me sentia preparado, estava feliz, treinado e muito bem fisicamente e psicologicamente. Sabia que seriam pelo menos umas 5:30 horas de briga contra meu corpo e que aquela batalha não seria fácil.


Voltando para a água para a segunda volta na natação

Hora da Largada, centenas de pessoas pulam na água e dão início aos 1900m da natação. O mar estava muito bom para nadar porém devido a minha falta de treino nas três semanas antes da prova, senti muito e saí bem cansado desta etapa. Isso não era um bom sinal e os 50 minutos de natação me mostraram que o dia seria bem longo. Durante a T1, não tive dificuldades em retirar a roupa de borracha e calçar as meias e a sapatilha. Minha saída para pedalar acabou coincidindo com a de um grande amigo que treinávamos juntos e por sorte do acaso, estávamos pedalando juntos logo no começo quando o banco da bicicleta dele desceu e eu tinha uma chave para que ele pudesse arrumá-lo. Depois de entregar a chave para ele, subi novamente na bicicleta e parti para os 90km de "pura diversão". Minha meta era fazer o percurso em 3 horas ou menos, mantendo uma média de 30km/h. O percurso era na estrada, praticamente plano e envolvia 45kms de ida e sua volta. Um pedal muito bom porém com muito vento na segunda parte. Este vento, já aliado ao cansaço da natação e a vontade de manter os 30km/h de média foram cruciais para eu enterrar de vez a minha prova. Terminei o pedal em 3 horas (até este momento, já totalizava quase 4 horas de prova) muito cansado e esgotado. Durante estas 3 horas, mantive-me alimentado com sanduíche, gel, R4 e outras coisas afinal era um longo trecho heeheh, tudo conforme instruções da minha Nutricionista Esportiva (que também estava fazendo a prova).

Durante o ciclismo, mantendo o sorriso na hora de passar pela família

A saída da T2 foi rápida. Entre deixar a bicicleta e sair para correr não perdi muito tempo. A corrida era dividida em 3 voltas de 7kms cada (sendo 3500m para ir e 3500m para voltar, em uma avenida beira-mar) com visual espetacular. Saí empolgado pois na área de transição encontrei minha família dando força e a gente sempre quer mostrar que é guerreiro e que está com tudo. O ritmo de início de corrida foi em torno de 5:00min/km mas isso não durou muito tempo. Depois de 3km comecei a sentir o cansaço bater e o ritmo foi caindo, caindo, caindo. As cãibras já tomavam conta de mim e alguns quilômetros cheguei a caminhar inteiro. Só passava a correr mesmo quando ia chegando perto da área de transição e sabia que minha família estava esperando. Foi a mais longa Meia Maratona que já participei. Aquilo parecia não ter fim. O corpo já não respondia mais, estava rodando no automático. É incrível o que mais de 5 horas faz com você.

Na última volta da corrida, parando para alongar com minha filha pois as cãibras já estavam demais.

No final da terceira e última volta, fui amparado pela minha família. Correram todos juntos comigo durante alguns metros. Minha filha me acompanhou e isso foi muito importante pois me deu uma grande força. Lá na frente, via o pórtico de chegada. Cruzei a linha com toda a minha família com 6:34 horas sendo que levei quase 2:30 horas para fazer os 21kms de corrida. Jamais imaginei fazer aquele tempo, porém o importante é que tinha terminado, mais um desafio tinha sido concluído e então podia comemorar!!!


Fim de prova! Mais uma prova vencida com muito orgulho e sofrimento

Até hoje me perguntam quando farei um Ironman. Durante 2012 continuei participando de provas de triathlon fazendo o Sesc Brasília (Maio) e outros dois Olímpicos (um em Agosto e outro em Dezembro). Entretanto devido ao tempo necessário para se dedicar aos treinos, acabei decidindo que em 2013 eu iria apenas correr pois queria melhorar meus tempos neste quesito. Para 2014 devo voltar a me dedicar ao triathlon mas só depois de estar muito bem na corrida. Tenho aprendido muito e crescido demais nesta modalidade e sei o quanto isso será importante no futuro. Sobre o Ironman??? Já tenho uma data, hehehe..., 2017 na Nova Zelândia (já que toda a família sofre durante os treinos, então todos vão aproveitar no dia da prova). Até lá, pode ser que muita coisa mude mas uma coisa é certa, a paixão pelo esporte que desenvolvi ao longo dos últimos anos só aumenta.
O importante é nos conhecer como pessoas e sabermos os nossos limites. Desde que comecei a praticar esportes descobri que não tenho limites quando quero algo. Basta determinação e vontade. Vale lembrar que o mais importante de tudo é ter disciplina, perseverança e principalmente acompanhamento profissional pois sempre levei isso a sério e a razão por vencer esta batalha foi justamente ter uma treinadora por trás que pode me auxiliar no período de treinos e também uma nutricionista para poder dar conta da alimentação não só no dia da prova como em todos os dias de treino. Afinal, se já não bastasse a gente treinar 2 ou 3 horas por dia, ainda precisamos ingerir umas 4.000 kcal para dar conta de tudo!



Márcio "MedidaCerta" Atalla falou hoje para CBN sobre "Atividade Física logo ao levantar da Cama"