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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Gente como a Gente : Luiz Fernando Plazza


Todo obeso quer emagrecer de todas as formas possíveis e imaginárias, procuramos diversas formas para isso, das mais corretas as maios abusadas, estamos sempre fazendo “dietas milagrosas” que nos asseguram perder peso com qualidade e o principal de forma rápida, infelizmente para a grande maioria dos obesos a obsessão de emagrecer é maior do que o bom senso, por isso sofremos tanto e nos decepcionamos tanto conosco mesmo, não existe a tal dieta milagrosa que nos faz perder peso em questão de dias, todo emagrecimento deve ser de forma linear e com controle, nada de perder 5 quilos em uma semana, pois parou de alimentar-se.
 Me decidi em operar quando entrei na sala de uma endocrinologista buscando mais uma vez emagrecer, achava que estava pesando em torno de 130 quilos e iria fechar a boca e os quilos extras iriam sumir, pois a opção de operar sempre foi descartada por mim, mesmo conhecendo duas pessoas que  já se submeteram ao procedimento e estavam muito bem, sempre achei que era tranquilo emagrecer e eu conseguiria emagrecer somente coma dieta, mas quando fiz a pesagem a balança acusou nada mais nada menos que 153,6 kg, tive um surto,  minha cabeça entrou em pinos e pensei, não irei conseguir emagrecer, terei que operar e não vai ter jeito.
O procedimento foi o ” By Pass com Y de Roux”.
Minha mãe e noiva sempre  falaram para tentar emagrecer naturalmente, só que eu não conseguia ter sucesso fazendo apenas a dieta, só passei a ter apoio das 2 quando disse que tinha passado na endocrinologista e tinha acusado aquele peso todo, depois disso e decidido elas passaram a me apoiar, mas sempre falando para seguir à risca os procedimentos pré operatórios.

Os piores foram o de comprar roupas e ganhar presentes (roupas) pedia para não ganhar roupa, pois sabia que não iria me servir, mas não tinha jeito, sempre ganhava e sempre era uma baita frustração, ficava triste demais.
Até o presente momento perdi 76,6kg, 10 quilos antes da cirurgia fazendo uma reeducação alimentar e muito mas muito em treino de Muai Thai e 66,6kg após a bariátrica, isso com uma alimentação bacana e com muita atividade física, minha alimentação é construída pela minha nutricionista, que me dá uma baita atenção devida a minha grande facilidade em perder peso, é uma dieta bem rígida com alguns suplementos.
Ja teve dia que pedalei os 105 km e não tive dor nenhuma no joelho fiquei muito feliz  e passei a pedalar com maior  dedicação ainda, os esportes sempre fizeram parte da minha vida, agora estão mais presentes do que nunca, mesmo eu necessitando dar uma segurada nas minhas pedaladas, pois estou perdendo muito peso e minha médica pediu para eu dar uma parada, diminui muito o ritmo e estou pedalando somente duas vezes por semana, mas a minha vontade é de pedalar todo o santo dia 50 km.

 
Você recomenda a cirurgia ou acha que dá para emagrecer na raça?
 
Essa é a parte mais difícil de falar, recomendo sim, se você estiver muito acima do peso, e já tentou de todas as formas emagrecer e não obteve sucesso, a cirurgia é algo complexo e que muda a sua vida, agora uma coisa eu digo, se você decidir fazer a cirurgia, faço tudo o que os seus médicos mandarem e o principal de tudo, faça  o pré operatório, aprender a comer antes da cirurgia é essencial e passar com o psicólogo é muito mas muito importante para não surtar e fazer coisas totalmente erradas.




Em 2014 preciso fazer um short triathlon e em 2016/2017 quero correr um IRONMAN ,imagina que lindo “ Dos 153 kg para um IRONMAN”


Alguém duvida ??

 
 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Eu corro !! Por Drauzio Varella

Quando eu estava prestes a completar 50 anos, um amigo me disse que naquela idade começava a decadência. Então resolvi fazer alguma coisa legal para comemorar a data e tive a ideia de fazer uma maratona. Já comecei a correr pensando nos 42 km.




Pouco tempo depois, outro amigo me passou um programa de treinos e fui seguindo como podia. No fim daquele ano, corri a Maratona de Nova York em 4h01. Isso foi em 1993, e desde então já participei dessa prova mais umas sete ou oito vezes. Também já corri em Chicago, Berlim e Joinville — meu melhor tempo é de 3h38, em 1994, em Nova York.

A maratona é minha distância preferida. Ninguém corre 42 km sem estar preparado, todo mundo ali sabe o que está fazendo, então existe muito mais respeito. Já participei de alguns revezamentos e provas menores, mas não gostei. Também fiz a São Silvestre e detestei, achei uma bagunça.

Treino duas vezes por semana no Parque do Ibirapuera e nos fins de semana procuro correr no Minhocão ou no centro da cidade. Aí vario os trajetos: passeio pela praça da Sé, largo de São Bento, Mercado Municipal. Cada treino varia entre 15 e 25 km, depende de quanto tempo tenho.

Também subo os 16 andares do meu prédio duas vezes por semana. Vou pelas escadas e desço pelo elevador, onde aproveito para ir me alongando. Repito isso entre oito e dez vezes. É puxado, mas me dá um fôlego danado e com certeza me ajuda a correr melhor.

Se as pessoas fizessem mais exercício, ficar parado seria menos penoso para o corpo. Quando você é sedentário, você se levanta e logo tem que se sentar de novo — e aquilo não te descansa. Quando você corre bastante e senta, é uma sensação muito boa.

Sempre levo meu tênis quando vou viajar. Tem coisa mais gostosa do em um dia de congresso você se levantar cedinho para treinar? Corro 2 horas e depois passo o resto dia sentado, sem culpa, ouvindo as pessoas falarem sobre os assuntos de que eu mais gosto. É uma delícia.

Para mim, a corrida é um antidepressivo maravilhoso. Sou muito agitado, faço muitas coisas e a corrida também me ajuda a relaxar. É o momento em que fico em contato comigo mesmo, vejo minhas limitações, e isso me deixa mais com o pé no chão. Por isso não corro ouvindo música e prefiro treinar sozinho.

No ano passado, fiz a Maratona de Berlim em 4h12. Depois pensei que se tivesse feito 2 minutos a menos teria me qualificado para Boston. Não quero estabelecer essa meta porque tenho medo de me frustrar, mas, se este ano eu conseguir fazer uma maratona em menos de 4h10, posso comemorar os 70 anos correndo em Boston.

Não tenho nenhum cuidado especial com alimentação. Antes do treino, bebo uma água de coco ou como uma fruta. Depois tomo café com leite e como pão, azeite e tomate. Não estou convencido de que existe um benefício real nesses géis e vitaminas, aminoácidos. Durante a maratona só bebo água, não tomo nem isotônico. Como cortei açúcar da minha alimentação há 34 anos, tenho medo de ficar enjoado e passar mal.

O exercício só é bom quando ele termina. Durante, é sofrimento. Às vezes você até libera uma endorfina no meio e dá uma sensação boa, mas o prazer mesmo vem quando você acaba.

Quem faz atividade física tem um envelhecimento muito mais saudável. Tenho quase 70 e não tomo nenhum remédio, peso 3 kg a mais do que na época da faculdade. As pessoas dizem: “Você é magro, hein? Que sorte!” Não é sorte, tenho que suar a camisa todos os dias.

Eu corro porque estou convencido de que o exercício físico é contra a natureza humana. Precisamos combater essa inércia. Nenhum animal desperdiça energia, ele gasta sua força para ir atrás de comida e de sexo ou para fugir de um predador. Com essas três necessidades satisfeitas, ele deita e fica quieto. Vá a um zoológico para ver se você encontra uma onça correndo à toa. Ou um gorila se exercitando na barra. Por isso é tão difícil para a maioria das pessoas fazer atividades físicas.

Um exemplo disso são meus pacientes. A grande maioria são mulheres com câncer de mama. Muitas passam por quimioterapia, perdem o cabelo, têm enjoos, fazem cirurgia para retirar parte do seio. E enfrentam esse processo com tanta coragem que fico até emocionado. Depois disso tudo, falo para elas que, se caminharem 40 minutos por dia, cortam pela metade a chance de morrer de câncer de mama. Esse índice é maior do que o da quimio, mas menos de 1% das minhas pacientes começam a fazer exercício. Vai contra a natureza humana.

Muita gente fala que não tem tempo de fazer exercícios. Dizem que acordam muito cedo para levar os filhos à escola, que trabalham demais, que têm que cuidar da casa. Antes eu até ficava com compaixão, mas hoje eu digo: isso é problema seu. Ninguém vai resolver esse problema para você.

Você acha que eu tenho vontade de levantar cedo para correr? Não tenho, mas encaro como um trabalho. Se seu chefe disser que a empresa vai começar um projeto novo e precisa que você esteja lá às 5h30, você vai estar lá. Você vai se virar, mudar sua rotina e dar um jeito. Por que com exercício não pode ser assim?

Nós temos a tendência de jogar a responsabilidade sobre a nossa saúde nos outros. Em Deus, na cidade, na poluição, no trânsito, no estresse. Cada um de nós tem que se responsabilizar pelo próprio bem-estar e encontrar tempo para cuidar do corpo. É uma questão de prioridades.

Se você não consegue fazer exercício de jeito nenhum, pelo menos tem que ter consciência de que está vivendo errado, que não está levando em consideração a coisa mais importante que você tem, que é o seu corpo.



Depoimento colhido por Julia Zanolli para Revista Runners World Ed. Abr/12

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Gente como a Gente: Dezim após 100 dias

A exatos 100 dias levantei do sofá com alguma dificuldade fui até a cozinha, preocupado com minha situação: Obeso Grau II, Sedentário, Hipertenso e com dores nos pés, pernas, costas e me sentindo absolutamente cansado pensei... Vou morrer !



Incomodado planejei... a semana que vem quero caminhar 1km.... Pow... Semana que vem ??  Não !! Eu vou agora !! Se eu continuar sentado vou ficar cada vez mas gordo e com mais dores...

Fiquei feliz demais porque consegui caminhar por 30 minutos e andei bem mais que o quilometro planejado. Ainda assim, sonhava em voltar a correr como a anos atrás... lembrando da felicidade extrema em cruzar a linha de chegada e ver meus filhos e esposa me esperando, depois de mais de 1 hora correndo sem parar... mas isto era algo muito longe de acontecer, eu estava acabado !!
 


Só que não !  Eu tinha duas opções: voltar para sofá... voltar para o asfalto !

Ninguém começa correndo 10km ! Há todo um preparo e treinos diários, um comprometimento para conseguir enfim chegar nos 10km correndo... e eu achava que estava muito longe disto.

FAÇA UMA PLANILHA DE TREINO

Resolvi fazer um planejamento, estipulei 3 a 4 atividades fisicas por semana, a cada uma eu dava uma pontuação : Andar 3km  (30pontos)... no outro dia descanso... no outro Andar 5km(50pontos)... no outro descanso... no outro Andar 3km... e assim fiz nas 3 primeiras semanas. Somando pontos...

ESTIPULE PREMIAÇÕES

Se eu conseguisse cumprir com 85% do planejado(dos pontos) : Ganharia um almoço na churrascaria
Se eu conseguisse caminhar 60km nas 3 semanas : Compraria um tênis novo
Emagrecer em 3 semanas para 102 kgs (Doce ilusão) um jogo novo kkkkk

ANOTE SEUS DADOS E AVALIE SEUS RESULTADOS

Anotei desde o ínicio, peso, altura, data, circunferência abdominal e fui sempre acompanhando semanalmente a evolução. Anotando as atividades da semana x Resultados.

CUIDADO COM METAS DIFÍCEIS DEMAIS

Consegui cumprir apenas com 64% do planejado, não emagreci o que achava que iria emagrecer, e não consegui caminhar toda distância que planejei... Acho que super estipulei as metas, acabei me empolgando e queria fazer coisas com 3 semanas muito difíceis para quem havia acabado de decidir sair do sofá.

FAÇA METAS CURTAS, não adianta planejar correr uma maratona em Paris se você mal consegue correr 1km !! Planeje antes correr 5km, depois 7km... 10km... e va avançando.

Se inscreva em provas de rua que estejam próximas de suas condições, ver outras pessoas correndo, se esforçando, atrai motivação extra !!



PERSEVERANÇA

Mas nem tudo são notícias ruins... com o tempo fui vendo as caminhadas de 3km virarem 5km... 6... 8km... e virarem 3km correndo... 4km... 5km... o dia que corri 5km novamente me emocionei...

E numa corrida de 8km nascia o BLOG VAMO GORDINHO:

Leia sobre isto aqui : http://www.vamogordinho.com.br/2013/07/vaaaaaaaaamo-gordinho.html


CONTE COM OS AMIGOS

È muito importante ter contato com pessoas que estão na mesma VIBE, mesma sintonia que você. Aqui no VG podemos estreitar nossos laços, buscar ajuda mútua. Uma boa forma disto é nos seguir no facebook e instagram (@vamogordinho) 


VALORIZE SUAS CONQUISTAS
Hoje, após 100 dias, me julgo bem longe dos meus objetivos ainda ... mas ...

  • Já corro 10km mesmo com tempo muito lento ...até ensaiei um triatlon no mesmo dia treinando corrida, natação e bicicleta

  • Tenho infinita disposição se comparado a 100 dias atrás...

  • Procupação com Alimentação : mesmo eu não fazendo uma dieta restritiva, automaticamente tenho me preocupado muito mais com o que eu como... eu sei quanto tempo de esteira é necessário para queimar as calorias de um sonho de valsa kkkkkkk

  • Perdi Circunferência Abdominal suficiente para necessitar de cinta em todas minhas calças (risos)

Mas eliminei apenas 8kgs (esperava pelo menos o dobro) e há algumas semanas meu peso estacionou e me forçou a me "reprogramar" e rever todos meus treinos... mas isto é assunto para outro dia !

Minhas próximas metas são:

  1. Correr 15km 
  2. Correr 21km
  3. Eliminar + 8kgs

Nos vemos daqui 100 dias !!

E você ? Vai ficar parado ai ??!  Vamo gordinho !! Vamo Gordinha !!



Márcio Atalla comenta o relatório do IBGE divulgado ontém sobre a "Obesidade e a falta de atividade física dos brasileiros".



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Adidas Springblade transforma você no Papa-Léguas?

Sempre que um novo tênis de corrida é lançado no mercado, os corredores arrumam uma desculpa para comprá-lo. Meu tênis está muito gasto, meu tênis está torto, rasgado, muito sujo, muito velho... bla bla bla.

A verdade é uma só: quando um novo tênis é lançado, todos querem experimentar :)

A bola da vez é o Adidas Springblade! Será que ele é tudo isso que diz ser? Essas placas de “plástico” que levaram 6 anos para serem desenvolvidas vão realmente te fazer correr como o Papa-Léguas?

Uma coisa não se pode negar: o tênis é realmente muito bonito! Não tem como olhar para o tênis e não reparar neste solado totalmente diferente.


Para minha felicidade, o Springblade foi lançado justamente quando eu estava precisando comprar um novo tênis para substituir meu Prophecy que já está com o solado finiiiiiiinho... :)

Minha primeira pergunta foi: Será que vale a pena arriscar?

Na dúvida, a primeira coisa que fiz, foi dar um pulo no youtube para ver se alguém já tinha postado algum vídeo falando a respeito do novo tênis. Encontrei alguns vídeos, mas nenhum tirou minha dúvida. Todos eles falavam apenas que era bonito, vermelho, tinha laminas na sola e era vermelho e bonito, e vermelho, e vermelho... Não me ajudou nem um pouco.

Como dois grandes amigos meus estavam nos Estados Unidos no lançamento do Springblade, resolvi arriscar e pedi que trouxessem um para mim. (Muito obrigado Aguinaldo e Gersio pelo grande quebra galho!)
 


 Já que não encontrei nenhum vídeo que pudesse me ajudar na decisão, resolvi fazer esta análise para ajudar quem estiver em dúvida.

Primeira impressão quando você pega o tênis: Caraca! O solado realmente chama muita atenção! Muito mais do que nas fotos que cansei de ver na internet.

Vale lembrar que devido ao seu solado “diferentão”, não é recomendado correr na terra, areia, ou qualquer outro terreno que não seja “liso” como asfalto, cimento, concreto...

O tênis é bem leve, apenas 360g. Logo reparei que e o tecido é muito fino e da a impressão que se você tropeçar com o tênis ele vai rasgar. Mais tarde você percebe que o tecido é levemente emborrachado, deixando-o mais resistente do que você imagina.

No pé, ele é extremamente confortável! Não é possível sentir nenhuma costura ou qualquer outro incômodo. É como estar de meias :)

Ao vestí-lo e caminhar pela primeira vez, a única impressão que você tem, é que comprou o número errado e que ele acabou ficando grande. A verdade é que o tênis é um pouco mais comprido que o normal e o objetivo é evitar que seus dedos tenham contato com a ponta do tênis. (esta informação foi confirmada pela própria Adidas no momento na compra do tênis)

Ao começar a correr dentro de casa para sentir o solado, você tem um leve desconforto com o solado. Na verdade, é apenas você se acostumando com um novo tênis, da mesma forma que faria com um Mizuno, Asics, Nike ou qualquer outra marca. Pouco depois você já se acostuma.


Qual é a regra quando se compra um tênis novo? Não fazer uma prova longa logo de cara. Não se arrisque com um tênis novo antes de fazer corridas curtas para descobrir se o tênis machuca seu pé de alguma forma. É preciso “amaciar” o tênis antes de utilizá-lo em uma prova de longa duração.

Como diz aquele ditado: “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”

Não aguentei a ansiedade e utilizei o tênis pela primeira vez em uma prova de 9K realizada no centro histórico de São Paulo.
 
Confesso que não senti nenhum super-impulso ao correr com o Springblade. Não; eu não me senti um Papa-léguas ou o Flash.
 
Costumo treinar com o Nike+ narrando meu ritmo a cada quilômetro percorrido, mas nesta prova, não estava nem mesmo ouvindo as informações do aplicativo. Simplesmente corri a prova mantendo um ritmo que sempre corro.
 
A minha surpresa veio ao encerrar a corrida. Ao checar o tempo e ritmo da corrida, percebi que nunca tinha feito um ritmo tão bom! Cheguei a tirar até 1min30seg do meu ritmo normal de corrida.


Sim, como o primeiro teste foi feito em uma prova de rua, parte desse “ganho” no ritmo de corrida se deve ao fato de “correr no bloco”, “junto com a galera”. Acreditava que 50% do ganho fosse do tênis e 50% influência da galera.


Para tirar a dúvida, fiz mais uma corrida de 10k, desta vez um treino sem multidão. E mais uma vez, vi melhora no resultado. Como o ganho não foi tão bom quanto o da corrida teste, acredito que a teoria dos 50% estava certa.

Pelos testes que fiz com o novo tênis, eu diria que SIM, o tênis acaba te dando um certo impulso na corrida, mas não vai te transformar no Usain Bolt :)




Pode até ser que o resultado seja “psicológico”... Posso ter corrido mais, pois eu estava achando que tinha super-molas nos pés.. Poooooooode ser... Mas não deixa de ser um efeito do tênis, certo?


Se vale a pena comprar? Definitivamente SIM!


Até a próxima corrida!







 
Especificações do próprio site da Adidas (www.adidas.com.br)

O Springblade tem um design único que oferece uma nova experiência em performance.
O tênis é o resultado de seis anos de desenvolvimento da equipe de inovação da adidas - AIT.

São 16 lâminas de polímero altamente duráveis e ajustadas geometricamente, com espessuras e angulações para armazenar e liberar o máximo de energia em cada passada.

As lâminas reagem instantaneamente a qualquer superfície, resistem a alterações de temperatura e geram uma grande propulsão quando pressionadas, armazenando e liberando mais energia para a corrida.

É o mais recente exemplo da constante busca da adidas de transformar a maneira de correr com produtos inovadores que desafiam os limites da performance.

Ficha técnica: Peso: 360 g
Pisada: Neutra

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Triathlon não é só diversão!


Por Guilherme Baron
 
Quando entrei no mundo da corrida, 3 anos atrás. Já tinha lá dentro aquele sentimento do que queria passar. Queria correr uma Maratona. Queria fazer um Ironman. Lógico, eu queria passar por todas essas “super” provas onde a gente vê o pessoal se mantendo concentrado durante horas e horas a fio, correndo atrás de um sonho, de um objetivo. Comigo não foi diferente mas não podia compartilhar isso ainda pois era algo muito distante para alguém que sequer conseguia trotar por 2000 metros! Naquela época, essas palavras eram realmente apenas sonhos distantes.
Depois que começamos a nos exercitar, a correr, os sonhos deixam de ser sonhos e passam a estar a apenas uma sequência de treinos e um punhado de dedicação. Quanto maior os seus treinos e a sua dedicação, mais rápido e mais preparado você estará para as competições. Pular etapas é algo perigoso e complicado e ao longo dos anos eu aprendi que correr um Short Triathlon é importante para fazer um Olímpico e consequentemente este é muito bom de fazer antes de um Meio Iron. Assim como correr 10kms e algumas Meias te dará uma boa base do que esperar em uma Maratona. Depois da primeira vez que trotei os 2200m ao redor do lago pequeno do Parque Barigui, em Curitiba, tinha certeza que algum dia iria fazer o Ironman. Lógico, não sabia quando aconteceria.


Meia Maratona de Florianópolis em 2012. 1:40 hora e pace de 4:45min/km

O fato é que depois de vencer meus primeiros 10kms em 2010, minha primeira Meia Maratona em Março/2011 e minha primeira Maratona em Novembro/2011, via que era hora de atacar o triathlon. Afinal de contas, eu nadei durante muito tempo quando era adolescente e pedalar é algo que sempre gostei e já havia comprado uma bicicleta do tipo Speed para poder encarar as provas por volta de Junho/2011. Já vinha dando minhas ensaiadas nos treinos de triathlon durante o ano de 2011. Nadava na hora do almoço, 2x por semana e pedalava nos finais de semana na estrada, correndo de cerca de 3x por semana. O que faltava apenas era me inscrever nas provas e começar a correr atrás destes desafios diferentes! O segundo semestre de 2011 passou rápido e após terminar a Maratona em Novembro, sabia que faria o Triathlon de Longa Distância em Caiobá/PR em Abril/2012. Era tudo uma questão de dedicação e treinos. Teria 6 meses para treinar para aquela prova e mesmo nunca tendo participado de uma, tinha me programado para fazer pelo menos 2 ou 3 Shorts antes do Long Distance.

Para aqueles que não sabem, o Long Distance (ou Triathlon de Longa Distancia) é exatamente um Meio Ironman. 1800m de Natação, 90km de Ciclismo e 21km de Corrida. Profissionais terminam esta prova na casa das 4 horas. Eu, com toda minha experiência, pretendia no mínimo terminá-la, sem sequer imaginar algum tempo para isso. Uma programação de longo prazo envolvendo treinos e competições deve também levar em consideração que podem acontecer acidentes de percurso. Quem não vive do esporte e tem família, tem que saber administrar a expectativa familiar versus os seus treinos e também levar em consideração acordar as 4:30 para poder treinar e estar trabalhando as 8:30 da manhã. Festas, eventos e outros encontros acabam ficando restritos pois com certeza por volta das 22 horas você fica um bagaço e vai estar dormindo. Além disso, lembro de várias vezes acordar no meio da noite para comer, com uma fome animal (engana-se quem pensa que Bariátrico não sente fome) já que o metabolismo está muito acelerado então o negócio era levantar da cama, comer um pão com geleia e voltar a dormir.

 

Em minha cabeça, tinha o seguinte cronograma até a prova:

- 1 Short Triathlon em Guaratuba em Dezembro;
- 1 Travessia de 1500m em Caiobá (exatamente na praia onde seria o Long) em Janeiro;
- 1 Short Triathlon em Guaratuba em Fevereiro;
- 1 Sesc Triathlon (Short) em Março;
- 1 Meia Maratona de Florianópolis em Março;
- 1 Long Distance em Abril.

Bom, lógico que no papel tudo funciona. Na realidade foi outra história:

- Short de Dezembro abortado pois não consegui fazer nada por 3 semanas depois da Maratona em Novembro;
- Travessia de 1500m em Janeiro, feita show de bola!!!! Condições do mar adversas, bem batido e mesmo assim foram 22 minutos nos 1500m. Muito bom;
- Short de Fevereiro acabou virando Duathlon por problemas na natação (aguas-vivas invadiram o litoral paranaense);
- Sesc Triathlon em Março acabou substituído pela Meia Maratona de Paris (ganhei uma promoção, mas isso fica para outro post);
- Meia Maratona de Floripa saiu para 1:40 hora. Meu melhor tempo em Meia Maratona até hoje. Dia perfeito, corrida perfeita;


Chegada, com meu grande amigo Romulo, do Short que virou Duathlon em Guaratuba

Foram meses e meses de treinos. 7 dias por semana dedicados exclusivamente aos treinos. Entretanto final de Janeiro/2012 troquei de emprego e passei a viver na ponte aérea Curitiba -> São Paulo durante a semana e isso prejudicou bastante meus treinos (principalmente Natação e Ciclismo). Tive que arranjar uma academia com piscina em São Paulo e passar a fazer Spinning também. Se por um lado, a distância com a família era um motivo a mais para passar 2 ou 3 horas na academia durante a semana. Por outro, a mesma distância em alguns momentos trazia a depressão do quarto do hotel à tona e fazia com que um dia de treino se perdesse, quando ficava no quarto do hotel sem forças para encarar uma noite de treinos. Se retornava para Curitiba na quinta à noite, sexta era natação as 5:00 da manhã na antiga academia que fazia. Sábado cedo, mesmo ficando longe de casa a semana toda, era dia de sair para treinar por 4 horas pelo menos. Três horas de pedal e mais uma hora de corrida logo em seguida. Saía de casa as 6 da manhã e retornava perto do almoço. Lógico que estes treinos exaustivos não me privavam de levar uma vida de pai e marido. Tinha que voltar do treino, fazer churrasco para os filhos e depois ainda tinha que subir em telhado, limpar calha, pintar parede, ... entre outras obrigações. hahaha. Domingo então... tinha mais umas 3 horas de treino e depois tudo se repetia. De Janeiro a Abril o ritmo foi esse. Cerca de 16 semanas de treinos intensos, não apenas no NadaPedalaCorre mas também com brigas e discussões em casa me prepararam não tão bem quanto eu esperava para a prova. Em termos de treinos, a natação foi a mais prejudicada. É incrível como o corpo sofre quando ficamos 1 semana sem nadar. Se você fica 1 semana sem correr, cansa um pouco mas fica tudo bem. Pedalar, sem problemas, agora para nadar, se eu ficasse mais que 4 ou 5 dias sem cair na piscina já era um caos. A corrida era o que melhor eu treinava. Como é o esporte que exige menor logística, basta um tênis na mala e pronto, já dá para sair correndo, era o que eu melhor fazia. Pedalar também era prazeroso porém eu sempre brincava dizendo que a bicicleta era igual a uma amante pois exige muito cuidado e grana para sustentá-la. :)


Momentos antes da largada, apreensão!

E então o famigerado dia do Long Distance chegou. A prova para a qual eu vinha me dedicando nos últimos tempos, junto com amigos que iriam fazer o Ironman 2012 e treinávamos juntos seria o meu maior desafio desde o dia que decidi sair do sofá e passar a correr. Sim, se alguém me perguntar o que é mais difícil, uma Maratona ou os primeiros 1000m, direi que este primeiro quilômetro é o mais difícil de todos. Me sentia preparado, estava feliz, treinado e muito bem fisicamente e psicologicamente. Sabia que seriam pelo menos umas 5:30 horas de briga contra meu corpo e que aquela batalha não seria fácil.


Voltando para a água para a segunda volta na natação

Hora da Largada, centenas de pessoas pulam na água e dão início aos 1900m da natação. O mar estava muito bom para nadar porém devido a minha falta de treino nas três semanas antes da prova, senti muito e saí bem cansado desta etapa. Isso não era um bom sinal e os 50 minutos de natação me mostraram que o dia seria bem longo. Durante a T1, não tive dificuldades em retirar a roupa de borracha e calçar as meias e a sapatilha. Minha saída para pedalar acabou coincidindo com a de um grande amigo que treinávamos juntos e por sorte do acaso, estávamos pedalando juntos logo no começo quando o banco da bicicleta dele desceu e eu tinha uma chave para que ele pudesse arrumá-lo. Depois de entregar a chave para ele, subi novamente na bicicleta e parti para os 90km de "pura diversão". Minha meta era fazer o percurso em 3 horas ou menos, mantendo uma média de 30km/h. O percurso era na estrada, praticamente plano e envolvia 45kms de ida e sua volta. Um pedal muito bom porém com muito vento na segunda parte. Este vento, já aliado ao cansaço da natação e a vontade de manter os 30km/h de média foram cruciais para eu enterrar de vez a minha prova. Terminei o pedal em 3 horas (até este momento, já totalizava quase 4 horas de prova) muito cansado e esgotado. Durante estas 3 horas, mantive-me alimentado com sanduíche, gel, R4 e outras coisas afinal era um longo trecho heeheh, tudo conforme instruções da minha Nutricionista Esportiva (que também estava fazendo a prova).

Durante o ciclismo, mantendo o sorriso na hora de passar pela família

A saída da T2 foi rápida. Entre deixar a bicicleta e sair para correr não perdi muito tempo. A corrida era dividida em 3 voltas de 7kms cada (sendo 3500m para ir e 3500m para voltar, em uma avenida beira-mar) com visual espetacular. Saí empolgado pois na área de transição encontrei minha família dando força e a gente sempre quer mostrar que é guerreiro e que está com tudo. O ritmo de início de corrida foi em torno de 5:00min/km mas isso não durou muito tempo. Depois de 3km comecei a sentir o cansaço bater e o ritmo foi caindo, caindo, caindo. As cãibras já tomavam conta de mim e alguns quilômetros cheguei a caminhar inteiro. Só passava a correr mesmo quando ia chegando perto da área de transição e sabia que minha família estava esperando. Foi a mais longa Meia Maratona que já participei. Aquilo parecia não ter fim. O corpo já não respondia mais, estava rodando no automático. É incrível o que mais de 5 horas faz com você.

Na última volta da corrida, parando para alongar com minha filha pois as cãibras já estavam demais.

No final da terceira e última volta, fui amparado pela minha família. Correram todos juntos comigo durante alguns metros. Minha filha me acompanhou e isso foi muito importante pois me deu uma grande força. Lá na frente, via o pórtico de chegada. Cruzei a linha com toda a minha família com 6:34 horas sendo que levei quase 2:30 horas para fazer os 21kms de corrida. Jamais imaginei fazer aquele tempo, porém o importante é que tinha terminado, mais um desafio tinha sido concluído e então podia comemorar!!!


Fim de prova! Mais uma prova vencida com muito orgulho e sofrimento

Até hoje me perguntam quando farei um Ironman. Durante 2012 continuei participando de provas de triathlon fazendo o Sesc Brasília (Maio) e outros dois Olímpicos (um em Agosto e outro em Dezembro). Entretanto devido ao tempo necessário para se dedicar aos treinos, acabei decidindo que em 2013 eu iria apenas correr pois queria melhorar meus tempos neste quesito. Para 2014 devo voltar a me dedicar ao triathlon mas só depois de estar muito bem na corrida. Tenho aprendido muito e crescido demais nesta modalidade e sei o quanto isso será importante no futuro. Sobre o Ironman??? Já tenho uma data, hehehe..., 2017 na Nova Zelândia (já que toda a família sofre durante os treinos, então todos vão aproveitar no dia da prova). Até lá, pode ser que muita coisa mude mas uma coisa é certa, a paixão pelo esporte que desenvolvi ao longo dos últimos anos só aumenta.
O importante é nos conhecer como pessoas e sabermos os nossos limites. Desde que comecei a praticar esportes descobri que não tenho limites quando quero algo. Basta determinação e vontade. Vale lembrar que o mais importante de tudo é ter disciplina, perseverança e principalmente acompanhamento profissional pois sempre levei isso a sério e a razão por vencer esta batalha foi justamente ter uma treinadora por trás que pode me auxiliar no período de treinos e também uma nutricionista para poder dar conta da alimentação não só no dia da prova como em todos os dias de treino. Afinal, se já não bastasse a gente treinar 2 ou 3 horas por dia, ainda precisamos ingerir umas 4.000 kcal para dar conta de tudo!



Márcio "MedidaCerta" Atalla falou hoje para CBN sobre "Atividade Física logo ao levantar da Cama"

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Benefícios a curto e longo prazo

por Patrícia Julianelli, jornalista
 
 
Os benefícios da corrida não se medem em calorias queimadas na esteira
 
 
 
Eu nem raciocionava: chegava ao escritório e pregava os olhos na tela do computador. Sabe quando você espera sozinho por alguém na porta do cinema e gira o pulso de minuto em minuto, tentando acelerar os ponteiros do relógio ? Eu apresentava esse comportamento compulsivo, quase doentio, mas com o dinheiro que começara a investir.
 
"Uma aplicação financeira a longo prazo, de risco baixo", informava o gerente. Risco baixo, entendido. Longo prazo, ignorado. Todo dia eu checava o saldo, torcendo para 5 virar 10 e não 5,25.
 
Anos mais tarde, parti para um investimento mais ambicioso. Meu tempo livre em troca de qualidade de vida e mais opções à mesa. E coloquei todas as minhas fichas em um só esporte: a corrida. Eu nem raciocinava : chegava à academia e pregava os olhos na tela da esteira. Esquerda, direita, esquerda, direita, esquerda, direita, 3 calorias. Esquerda, direita, esquerda, direita, esquerda, direita, arrrrrrr. Quatro míseras calorias !! Como custava a passar aquele SONHO DE VALSA... Se soubesse do esforço necessário para queimar 113 calorias, teria gasto mais que 30 segundos para ingerí-las.
 
Na minha cabeça, a esteira era uma exterminadora instantânea de calorias. Comeu, queimou. Queimou, pode comer. Só com a evolução dos treinos essa relação de pecado e penitência entre comida e exercício mudou. Descobri por que tanta gente investe na corrida: as calorias perdidas na esteira não são apenas parte dos lucros. Quando o esforço é intenso, mesmo depois que você para de correr, o metabolismo continua acelerado. Em alguns casos, o corpo demora 24horas para voltar ao normal. Isso mesmo: você está parado e o organismo continua rendendo. isso porque ele precisa de muitas calorias para se recuperar.
 
Com o tempo, entendia os benefícios dessa aplicação a longo prazo. A corrida fazia de mim uma pessoa melhor. Mais relaxada, menos ansiosa e propensa a descontar na comida as frustrações e carências e oscilações hormonais. Descobri o que eu chamo de poder "esclarecedor" da corrida : é impressionante como tudo fica mais nítido e como o problemão vira probleminha depois de algum tempo em cima de um par de tênis.
 
A corrida também estimula novos hábitos alimentares. O simples fato de covê estar se mexendo, não importa por 30 ou 90 minutos diários, já fez de você um esportista. E, como atleta, você sente a necessidade de comer melhor, de rechear a despensa com itens mais saudáveis, leves, menos gordurosos e consequentemente, menos calóricos. Até porque aprende o custo de uma coxinha. Também cái a ficha de que corremos para comer, mas que também comemos (bem) para correr com mais pique. E queimar muitas calorias.
 
Mas foi no Parque Villa Lobos aqui em São Paulo, que minha relação com a corrida deu um salto. O treino ficou mais divertido, consegui ampliar as distâncias percorridas e liberar doses extras de endorfina. Em um dia frio e ensolarado, eu percebi que seguia pela primeira vez com um sorriso no rosto. Sempre acreditei que as pessoas ricas nunca correram atrás de dinheiro. Apenas fizeram bem feito algo que lhes dava prazer. E o dinheiro veio como consequência. è o tal lance de fazer do hobby o ganha pão e nunca mais precisar trabalhar...
 
Acho que a relação entre calorias e o esporte segue a mesma lógica. O negócio é encontrar uma atividade que faça seu coração bater mais forte. Se não for a corrida, que seja o ciclismo, o pilates, o rapel. O prazer pode vir do ato em si ou da sensação pós-treino, não importa. Mas, se fizer seu esporte um hobby, ele sempre fará parte da sua vida. E você seguirá colhendo os dividendos.
 
Retirado da Revista Runners de Outubro/2011

 


Marcio Atalla (Medida Certa) falou sobre Atividade Física ideal para EMAGRECER no jornal da CBN!


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Gente como a Gente : Marco Donadon

O que seria de nós sem amigos ? Aquelas pessoas que te seguem, perseguem e estão sempre a postos em todas as horas... aquelas que te ligam no meio da semana... mandam inbox... sms... e-mail...ou ainda aparecem sem marcar hora ?

Tá,  ninguém vai morrer se não tiver amigos por perto... mas sem dúvida a vida fica muito mais feliz e equilibrada quando temos alguns na nossa aba, não é !?  Mesmo quando as vezes separados por 500km de estrada ! 

Rindo, chorando, doando e recebendo carinho e atenção... amigos são para isto.

O VAMOGORDINHO só nasceu porque temos amigos... amigos que nos incentivam com palavras e que nos ensinam com atitudes... Pessoas que querem ver nosso sucesso, querem nos ver bem e principalmente felizes. Cerque-se de pessoas que lhe querem bem... e tudo flui !

Quero falar especialmente de amigos OBESOS e que lutam com unhas e dentes para melhorar sua qualidade de vida. Nossa coluna pretende vir para o ar toda TERÇA, falando de GENTE COMO A GENTE.

Para inaugurar a coluna, quero falar de um guerreiro... que deixou mais de 15kgs nas suas caminhadas.

Marco Donadon, nosso Baluzera é o tipo de gente que você quer ter sempre por perto. Sempre divertido, de bom humor, irreverência e coração molenga... Ele também está na luta conosco para eliminar peso através da atividade física.

Ele quer eliminar 50kgs... dos quais... 15... já foram em 75 dias.  (141kg :: Atual 126kg)



VG : Balu, o que mudou na sua vida depois que começou a fazer atividade física ?
Ahhh, muiiiito mais disposição, ando dormindo muito melhor, alias eu só não, eu e minha esposa dormimos melhor, pois eu tenho roncado muito pouco, aumentou muito minha auto estima, enfim só coisas boas.

VG: Aquelas crises que você tinha que ir para o hospital 2 ou 3 vezes no mês, continuam?
Nunca mais... Graças a Deus !! Antes era quase toda semana eu ia, meu coração disparava, eu ia fazia todos exames, nunca dava nada... mas eu vivia com a sensação que algo podia me acontecer a qualquer momento e isto desencadeava outras reações. Agora me sinto muito mais equilibrado.

VG: Você acredita que os pesos que você eliminou se deve mais a Atividade Física ou uma dieta balanceada?Emagrecer sem atividade física é impossível, já tentei inúmeras vezes e não dá resultado a médio prazo. Você pode até fazer uma dieta bem restritiva vai perder peso, mas não vai aguentar deixar de comer tudo que gosta, rapidamente você desanima. Agora eu também tenho cuidado da alimentação, procurando comer de forma mais saudável, aprendendo a comer certo nas horas certas.

VG: Que tipo de atividade física você pratica ?
Eu costumo caminhar 5 a 9km pelo menos 3 vezes na semana. Sendo que uns 2km faço correndo trotando, devagar. Eu também ando jogando basquete 2 vezes na semana. Então eu faço exercício e me divirto também. 


A grande verdade é que quando a gente pratica uma atividade física regular tudo melhora, inclusive a vontade de cuidar de si.
 

Sabemos que a vitória completa está bem longe, mas prá quem mal conseguia caminhar 500metros, estar correndo por 2km e caminhando outros 7km num sábado as 8h, numa manhã de muito sol, não está nada mal !!

Está no caminho certo, basta perseverar e contar com o apoio dos amigos e incentivo dos familiares que já se mostram orgulhosos pelo seu avanço.

Nenhum caminho é longo demais se temos amigos nos acompanhando !! ;)
 

Força BALU !! Estamos contigo !!




VAMO GORDINHO !!! VAMO GORDINHA !!


Confira a audio dica de MARCIO ATALLA, aquele do MEDIDA CERTA !

"Alimentação ANTES DO TREINO"

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Maratona de Paris

por Alexandre Tabai Coelho

 


           

            Sonhava  em conhecer a cidade que tanto encanta casais apaixonados e visitar um dos mais lindos monumentos do mundo que a cidade oferece, além da visita ao gigantesco museu do Louvre.

Chegamos a cidade com 4 dias antes da prova e fomos desbravar a cidade. Como sempre tudo encanta e os passeios em sua maioria feitos a pé (não aconselho que assim o façam, cheguem 2 dias antes da prova, vão a feira de esportes e entrega de kit e deixem a visita para depois da prova, vão entender o por que). Caminhávamos todos os dias para ir de um ponto a outro da cidade, pois a curiosidade e vontade de ver tudo sempre é maior que qualquer fome ou algo que lhe faça desmotivar.

Fui a feira retirar o kit e bisbilhotar por coisas novas e aproveitar os preços que sempre são muito melhores que os nossos. Tênis de todas as cores e marcas, relógios, bermudas de corrida, enfim itens que não caberão em nosso guarda-roupas mas são objeto de desejo de todo mundo. A prova acontece no mês de Abril e coincide com a primavera, portanto com um clima ameno (isso para os europeus kkk).

No dia anterior a prova todo ritual necessário para a preparação: Separar a suplementação a ser usada durante a prova, colocar o numeral no cinto, acertar o aperto do tênis, carregar o relógio, meias e roupa a ser usada pré, durante e pós prova, etc. Ritual esse que é feito e repassado um monte de vezes mesmo que você não queira, sempre vai dar uma olhadinha para saber se esta tudo ali, isso é inevitável e faz parte do clima da brincadeira.

No dia da prova é acordar cedo para o café da manhã e se dirigir ao local da largada. Como disse ameno o dia aos europeus mas um frio de doer para os não acostumados brasileiros. Ia caminhado até a Champs Elysées (local da largada da prova) e sentindo o nariz doer, as mãos e pés gelados e a sensação térmica desagradável de um possível congelamento kkk.

Calma eu pensava, tudo vai melhorar ao chegar na linha de largada, a ansiedade vai tomar conta de você e esse frio vai passar kkk.. Mera ilusão. Com a gigantesca Champs Elysées em minha frente e rodeada por prédios altos e canalizando o vento a coisa ficou pior. Tentava buscar raios de sol que escapavam por entre os prédios mas o espaço estava simplesmente lotado e os sortudos que conseguiam isso não o largavam por nada.

Estou eu todo encapusado, de roupas compridas (roupas essas que jogaria antes da largada – essas maratonas grandes recolhem toda a roupa que os atletas usam no pre prova para aquecimento e fazem doação a instituições de caridade, ou seja tudo é reaproveitado, mas nem por isso você deve usar uma roupa muito nova. Aconselho a comprar ou levar roupas que aqueçam e não lhe prenda sentimentalmente a ponto de não dispensá-la após a corneta soar ou após os primeiros quilômetros, depende de teu aquecimento) e tremendo igual vara verde em pé, com os braços cerrados tentando a melhor forma de me aquecer, quando ao olhar para o lado vejo um europeu (sei la de onde, provavelmente da Sibéria kkk) somente de regata e shorts curto me olhando e rindo. O que será que eaquele cara estava pensando ???

Em meio a multidão encontro meu amigo de cidade e treino Luis Sturion e a conversa e risadas ajudam a nos manter aquecidos até a largada (novamente venho frisar a importância da regularidade dos treinos e auxílio de alguém habilitado para isso, oque não fiz nessa prova kkk). Livrei-me das roupas que me aqueciam e em meio a bate papos e tirar fotografias fui esquentando e aproveitando o nascer do sol.











Ansiedade para a largada e medo tomavam conta de mim pois não havia treinado para a prova e não estava muito preparado para enfrentar a desafiadora distancia de uma maratona, mas vamos que vamos, em frente até a linha de chegada.
Deu-se a largada e aquele mar de gente começou a andar, a gritar e festejar o que para muitos era a primeira prova, para outros mais uma no currículo e para outros um desafio a ser rompido, no início vagarosamente pois a concentração de gente era enorme e com o passar dos metros adiante aos nossos pés os espaços iam surgindo e pudemos começar a correr. Incrivelmente isso aconteceu metros após passarmos pelo pórtico da largada. Passada a ansiedade inicial nos voltamos a paisagem imperdível que a prova proporciona.
Conhecer Paris e entrar em lugares proibidos ao público durante o ano é fantástico. Curtir a prova a paisagem oferecida já era uma recompensa que colocaria em meu currículo e guardaria em minhas lembranças. A prova  tem um percurso que mais parece um roteiro turístico, passando pelos principais monumentos de Paris e cada passada podia-se deslumbrar uma dessas belezas o que ajudava a esquecer que tínhamos pela frente 42, 195km para enfrentar.
 
Entre alimentação, fotografia, risadas e papos com meu companheiro de prova a distancia ia se consumindo e oque parecia longo e sofrido começava a ficar prazeroso e divertido (assim deve ser toda prova para que curta e não desista – volto a insistir no treinamento) e assim o foi durante toda a maioria da prova. Com o passar das horas o calor veio surgindo e o sol ficou a pino queimando e judiando de todos (agora eu queria ver aquele europeu kkk , com certeza eu estaria melhor que ele). Pessoas fantasiadas, com placas nas mãos, grupo de corredores e todo tipo de gente que se possa imaginar estavam ali presentes curtindo a maratona e divertindo-se com o público eufórico com o passar dos atletas.
Os Km foram passando e aquela sensação de alegria e festividade ia dando sinais de cansaço e força. O semblante das pessoas iam mudando km a km e o inevitável “quebrar” de alguns ia acontecendo. Quando a falta de preparação acontece isso surge mais inicialmente.
La íamos Luis e eu correndo pelos corredores de prédios de Paris, passeando por parques, margeando o Sena e curtindo a prova. Assim o foi até meus km 38 onde meu semblante mudou e passei a sofrer com a falta de treino. A coxa e panturrilha endureciam em ondas de contrações me avisando que as câimbras chegariam. A coisa estava ficando apertada para mim e Luisinho sorrindo e tirando fotos kkkk.
Tentei ignorar as dores, me distrair com as pessoas, mas naquele momento já não conseguia mais observar a paisagem, nem achava graça da banda que tocava para animar os últimos km da prova.
Me rendi e fiz oque NUNCA se deve fazer, falei a mim mesmo só faltam 4km e alguns metros. Afff ao mentalizar isso parece que aqueles 4km eram 40 e a perna pesou muito mais. Vendo que não daria conta de manter o ritmo e não querendo prejudicar o Luis que fazia questão de me acompanhar, pedi para ele seguir que eu chegaria, talvez mais doído que ele mas chegaria. Atendendo a meu pedido assim ele fez e no km 39 partiu solo para a linha de chegada. As passadas deles me fizeram sentir vontade de ter treinado mais e me vi abandonado no meio de estranhos. Essa sensação é a pior de todas para um atleta.
O medo de não chegar, quebrar e ficar por ali sentindo o gosto da chegada e impossibilitado de fazer qualquer coisa pois o corpo já não respondia mais. Diminuí meu ritmo e as graças do posto de hidratação apareceram no km 38,300m. Peguei uma água que mais serviria como remédio milagreiro, joguei nas pernas e disse a mim mesmo :- Vai, força, agora você só para na linha de chegada. Aperta esse ritmo que foi pra isso que veio. Comecei com passos mais largos e ritmo aumentado e novamente um sorriso me surgiu nas bochechas, mas.... Meu corpo me sabotou.. Na hora que eu mais precisava dele e achava que havia vencido mais uma vez e que eu podia mais que a própria dor, veio uma câimbra que travou minha coxa direita... Isso já estavam vencidos 40km e alguns metros e me vi pulando igual um saci torto, olhando aos lados para ver quem riria de mim.
 


Nessa mistura de desgosto e dor comecei a rir de mim mesmo e lembrei da frase de Luisinho: “- quem estuda em casa vai bem nas provas” . Ai que dor na coxaaaa.... Parei, alonguei, mais agua benta kkkk e voltei caminhando por 200m. Senti que a coisa não ia melhorar e resolvi enfrentar as dores até alinha de chegada. A beleza da prova acabou e a luta agora era comigo mesmo, tinha que enfrentar aquilo que seria uma barreira e terminar uma prova que até ali havia sido linda e inesquecível pelos momentos de descontração e beleza.
Sofri, doeu, mas consegui cruzar a tao esperada linha de chegada e avistei meu companheiro que já me espera com um copo d´água e um caloroso abraço da vitória.
Independente da beleza da prova, da distancia, do lugar em que está, o mais importante de tudo é estar preparadp para aquilo e poder contar com o companheirismo de amigos e pessoas que te agradam. Valeu Luis.
 





 



Bônus !! Audio dica de Márcio Atalla !!